| O que se diz... | ||
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Adriano Ferreiro |
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Adriano era Ferreiro de nome e de arte. Já o pai era ferreiro e tinha uma forja para trabalhar o metal. Mas Adriano não era só um artesão. Era um artista. Pouco dado a conversas, exprimia-se através das obras que criava e através da música que tocava. Tocava flauta quando estava só e estar só era quase sempre. Isolou-se dos homens e das mudanças que não faziam sentido na sua vida. Artista multi-facetado, Adriano Ferreiro dedicou muito do seu tempo à construção de flautas e de instrumentos musicais diversos. Recuperava pedaços de instrumentos do lixo e completava-os. Assim, vimos-lhe tocar uma flauta com uma boquilha em plástico e um tubo em metal que ele furou. Ou então adaptava, perdido o original, um braço a um cordofone encontrado no lixo. De Adriano ouvi uma das melodias mais bonitas que conheço. Isolado que vivia do mundo dos homens, fabricava flautas com uma afinação bem especial. |
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♫♪ um excerto da melodia, executada por Adriano Ferreiro. O cenário era este. Foi na Festa dos Montes em Fevereiro de 2007. A melodia que tocou, num estranho modo de mi, é das mais belas que já ouvi. A flauta de Adriano Ferreiro calou-se no mês de fevereiro de 2008. |
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